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Semana da Família 2011 – O ALTAR DA FAMÍLIA

Texto Bíblico: Êxodo 12:7 e 13

INTRODUÇÃO
Quando meus filhos tinham entre 5 e 6 anos, todos os dias, no horário do culto matutino e vespertino, minha esposa e eu, sempre tínhamos uma história bíblica para lhes contar.
Gosto de lembrar que quando lhes contei a história das dez pragas que Deus lançou sobre o Egito, eu as dividi em dez capítulos.
Quando chegou a vez da décima praga me lembrei de uma historia que ouvi de uma eficiente secretária de nome Mariza, que trabalhou comigo no escritório da União Nordeste.
Então, contei para meus filhos a história.
E a história foi a seguinte: No dia anterior a décima praga duas meninas estavam brincando de bonecas. Uma era hebreia e a outra egípcia. A hebreia chamava-se Rute e a Egípcia chamava-se Hamaiana.
Enquanto as duas brincavam, Rute contou para Hamaiana que aquela noite um anjo passaria pelo meio do Egito e todas as casas que não tivessem marcadas pelo sangue do cordeiro o filho primogênito iria morrer.
Apesar da pouca idade Hamaiana creu e quando seu pai chegou em casa aquela noite ela pediu que seu pai fosse a casa do pai de Rute e tomasse um pouco do sangue do cordeiro para passar nos umbrais da porta.
O pai egípcio não entendeu e pediu mais explicação. A pequena Hamaiana contou tudo que ouviu de Rute e acrescentou: Eu sou sua filha primogênita e só o sangue do cordeiro pode salvar a minha vida.
O pai egípcio tentou convencer a filha de que tudo aquilo não passava de uma invenção do povo hebreu.
A pequena Hamaiana então com um toque de inteligência infantil lembrou ao pai o cumprimento das nove pragas anteriores.
Seu argumento foi tão convincente que seu pai resolveu ir até a casa do pai de Rute e pedir um pouco do sangue do cordeiro para passar nos umbrais da porta.
No outro dia de madrugada todos os egípcios choravam, menos o pai de Hamaiana, porque com o sangue do cordeiro salvou a vida de sua filha.
Depois de contar essa história eu fiz uma espécie de apelo para meus filhos. Disse-lhes o seguinte: Ainda hoje todos os pais precisam do sangue do cordeiro para salvar seus filhos.
Minha filha, com certo ar de curiosidade, perguntou-me: O senhor ainda passa o sangue do cordeiro nos umbrais da porta?
Respondi-lhe sem pestanejar: Sua mãe e eu fazemos isso todos os dias.
Agora com certo ar de incredulidade ela perguntou: Que horas vocês fazem isso?
Respondi: De manhã e a tarde, quando nos reunimos para fazer o culto doméstico.
Minha filha sorriu e disse: Há… agora entendi, o culto hoje é o sangue do cordeiro.
Eu disse não. Em seguida completei: O culto hoje trás o sangue do cordeiro para os umbrais da nossa porta.

I. O CHAVEIRO DO CÉU
Você também reconhece a importância do culto familiar?
O culto familiar é o momento em que toda a família tem um encontro com Deus.
Toda família precisa desse encontro diariamente.
Assim como a oração é comparada com uma chave que abre as portas do celeiro do céu para Deus derramar bênçãos sem medida.
O culto familiar é o chaveiro, que transporta essa chave.
A família que se reune diariamente para realizar o culto matutino e vespertino, a exemplo dos patriarcas bíblicos, também está erguendo um altar de adoração.
É verdade que sobre o altar de hoje não se requer mais o sacrifício de um cordeiro.
Na verdade o altar de hoje é para agradecer o sacrifício do cordeiro.
O altar de hoje é um altar de esperança.
Mas todos nós precisamos estar atentos, por que Satanás utiliza algumas armas para impedir o culto familiar.
Satanás odeia quando as famílias adoram a Deus.
É por isso que ele tenta impedir de muitas maneiras.
Satanás sabe que no lar em que Deus é adorado não há espaço para ele.
É por isso que ele utiliza várias armas para impedir o culto familiar.
As armas que ele utiliza com mais frequência são: a pressa, o cansaço, TV, internet, intriga e separação.
Nunca devemos deixar que ele utilize essas armas contra nós.
O culto é o momento em que a família aprende a conhecer a Deus, a comungar com Ele, a amá-Lo, honrá-Lo e adorá-Lo.
No culto as famílias aprendem três coisas: Adoração, obediência e sacrifício.
No culto as famílias aprendem: A adorar a Deus com louvor, a ampliar o conhecimento bíblico e a adquirir força espiritual.
O culto oferece vários benefícios: Fortalece os laços familiares, ajuda a família a conhecer a verdade, a expressar amor e louvor juntos, a construir confiança, a desenvolver dependência e a renovar a esperança em Deus cada dia.
Todas as nossas necessidades básicas são satisfeitas no culto familiar.
No culto familiar são satisfeitas nossas necessidades espirituais, psicológicas, sociais e físicas.
Mas como tudo na vida precisa ser feito com equilíbrio, o tempo do culto familiar precisa ser curto.
Ouçam agora o que disse EGW sobre o culto familiar.
“Sejam os períodos de culto familiar curtos e espirituais.” O.C. 521
“Em cada família deve haver um tempo determinado para o culto matutino e vespertino”
O. C. 520
“Os pais cometem um erro terrível quando negligenciam a obra de dar a seus filhos instrução religiosa, pensando que tudo resultará bem no futuro…” L. A. 319
“Os anjos se deleitam numa família em que Deus reina soberano e os filhos são ensinados a honrar a religião, a Bíblia e o Criador. Essas famílias têm direito à promessa: aos que Me honram honrarei.” L. A. 322
O culto familiar também precisa ser criativo, ilustrativo e participativo.
O culto do por do sol de sexta feira e sábado pode ser um pouco mais longo e pode
conter cânticos, histórias e testemunhos.
À noite, o culto não deve ser tão tarde que as crianças estejam com sono.
As crianças pequenas aprendem melhor no culto familiar quando lhe são dadas pequenas tarefas.
O culto familiar é o momento em que nossa família é dedicada a Deus.
“Antes de sair de casa para o trabalho, toda a família deve ser reunida; e o pai, ou a mãe na ausência do pai, rogar fervorosamente a Deus que os guarde durante o dia… anjos ministradores guardarão as crianças que são assim dedicadas a Deus.” O.C. 519
A lição deve ser simples, curta, interessante, inspiradora e facilmente compreendida pelas crianças; “O ensino da Bíblia deve ter os mais espontâneos pensamentos, nossos melhores métodos, e o mais fervoroso esforço.” (Ed. 185)
O pai que é o sacerdote da família deve entender que uma leitura bíblica longa e monótona, cria tédio pelas coisas de Deus.
Os pais também precisam entender que muitas palavras devem ser substituídas para que as crianças possam compreender.
Uma das causas de algumas crianças criarem aversão ao culto é que nada é arranjado para o seu bem ou interesse.
A irmã White diz que a música “É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais”. Ed. 167
Todo membro da família deve ter parte na escolha dos hinos.
Se só se usa um hino no culto cada dia um membro escolherá o seu predileto.
É bom as crianças saberem hinos de cor para cantarem no culto e durante o dia quando estão trabalhando ou estudando.
Quanto as orações é dito o seguinte para todos pais: “Pelo vosso exemplo, ensinai vossos filhos a orar com voz clara e distinta… convém evitar orações longas… essas orações enfadam, em vez de constituírem um privilégio e uma benção…fazei da oração um momento deleitável e interessante”. O.C. 524
Os pais devem dar a cada membro alguma oportunidade para orar.
Ao orar com crianças, falar sobre coisas do cotidiano (a comida gostosa, o novo gatinho, tristeza por ter se machucado…).
A infância é a época da vida em que Deus deseja construir as salas do templo onde Ele habitará quando você for adulto.
Se a religião deixa de ser aprendida na infância, raramente alcançará a plena significação religiosa que tem para o adulto amadurecido.
O pai sem saber é a imagem de Deus para os filhos.
A forma dos pais educarem os filhos poderá afetar a ideia que os filhos terão de Deus.
Também poderá afetar a ideia dos filhos sobre temas como: amor, honestidade, justiça, obediência, verdade e limites.
“Pais, seja simples a instrução que dais a vossos filhos, e certificai-vos de que ela é claramente compreendida.” O. C. 514

II. A LOGÍSTICA DO CULTO FAMILIAR
Agora quero relembrar aos pais que existe uma logística em relação ao culto familiar.
O que quero dizer é que na hora do culto familiar os pais precisam levar em conta os aspectos pertinentes a cada faixa etária.
Por exemplo: Para crianças de o a 3 anos o culto familiar precisa de imagens, toques, envolvimento, imitação e repetição.
Para crianças de 4 a 6 anos o culto familiar precisa de ilustrações, comparações, dramatizações e ensaios.
Para crianças de 7 a 9 anos o culto familiar precisa de desafios, competição, teste, memorização, leituras e tarefas.
Para meninos ou meninas de 10 a 13 anos o culto familiar precisa de participação, exemplos, referencias, modelos e brincadeiras.
Para adolescentes de 14 a 17 anos o culto familiar precisa de experiências, ensinos mais profundos, compromissos, questionamentos, conscientização, valorização e respostas.
Para os jovens de 18 anos em diante o culto familiar precisa da troca de experiência, confissões, exposição de necessidades, ensinos proféticos e apelos claros.

CONCLUSÃO
Com a exposição desse tema deixamos claro que o amor de Deus é personalizado no culto familiar.
É nesse culto que o coração da família é abastecido pelo amor de Deus.
É com esse culto que o dia começa e termina.
O Salmo 4:3 diz que: “Deus trata com cuidado aqueles que o amam, Ele te ouve quando você o chama”.
E João 15: 4 nos diz: “Continuem unidos comigo, e eu continuarei unido com vocês…”
Nossa apelo agora é para que você assuma o compromisso de erguer em seu lar diariamente um altar de sacrifício.
Através desse altar de sacrifício levamos para nosso lar os méritos do sangue do cordeiro.
Todo cristão precisa ser um Abraão moderno, um construtor de altar.
Se você quer aceitar esse compromisso a partir de agora, ou quer renovar mais uma vez esse compromisso, levante-se onde você está e eu vou orar por você.
Agora quero deixar novamente as duas perguntas interativas:
• Quais as maiores dificuldades que sua família enfrenta diariamente para realizar o culto familiar pela manhã e a tarde?
• Qual a mais importante lição mais importante que você aprendeu desse tema.

Sobre iasdlavinia

Blog oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia da cidade de Lavínia/SP. Distrito de Andradina, Associação Paulista Oeste (APO)

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