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Semana de Oração Jovem – Amigos da Esperança – AMIGOS DA ESPERANÇA

Davi e Jônatas – 1 SAMUEL 23:16-18

INTRODUÇÃO
A amizade é um dos dons mais bonitos e valiosos que Deus entregou à humanidade.
Se você pesquisar no Google com a pergunta: “Quem é um amigo?”, encontrará, aproximadamente, 9.170.000 links, todos oferecendo respostas à pergunta. Das muitas vezes que li e ouvi definições do que é amigo, fico com a que talvez seja o resumo de todas: “O amigo é como o sangue que brota espontaneamente da ferida, sem esperar que esta o chame”. Na Bíblia, a palavra “amigo” foi traduzida de dezesseis palavras diferentes, no grego e no hebraico.
A maioria delas é sinônima, mas outras definem diferentes relações sociais.
Na Concordância Bíblica, baseada na versão RA, publicada em 1975, a palavra amigo aparece 110 vezes. O interessante disso é que, de quem iremos falar hoje, essa palavra não está associada a eles, apesar de ser um dos exemplos mais profundos do que significa uma grande amizade. Refiro-me a Davi e Jonatas.

DESENVOLVIMENTO
A primeira vez que na Bíblia vemos esses dois grandes heróis juntos ocorre em 1 Samuel 18:1. Somente em seis capítulos aparecem os nomes de Davi e Jônatas, e ocorrem 45 vezes, equivalendo a 7,5 vezes em cada capítulo. Somente no capítulo 20 aparecem juntos os dois nomes 22 vezes. Deve-se considerar que o capítulo 20 tem 42 versículos. Toda essa informação interessante ao que parece justifica o que diz 1 Samuel 18:1: “Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma”. Está mais que claro que para o escritor do livro, os nomes de Davi e Jônatas são realmente uma corda trançada com dois fios, impossíveis de serem separados.
Jônatas conheceu Davi em um momento importante para o país e, especialmente, para Davi: este havia vencido o gigante Golias e, com a cabeça do gigante na mão, veio apresentarse diante do rei Saul. Daquele momento em diante, a alma desses grandes homens se entrelaçaram para nunca mais se separarem. Jônatas havia reconhecido ideais afins com Davi.
O primeiro também havia sido um herói e salvador de seu povo, quando em Micmás, com seu ajudante de armas subiu até a guarnição inimiga e, com sua espada, aniquilou grande parte da guarda, gerando pânico entre todo o acampamento. Antes dessa grande valentia, Jônatas havia dito: “[…] porque para o SENHOR nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos” (1Sm 14:6).

1. Este então seria o primeiro elemento da amizade verdadeira “há reconhecimento mútuo de ideais afins e não uma igualdade de preparo ou de classe social”. Com a mesma valentia, sem levar em conta a complexidade do inimigo, Davi, um pastor de ovelhas, entrou na batalha. Aparentemente, era uma luta desigual, mas Davi agia por meio da fé, e assim como o príncipe Jônatas, “Deus podia vencer o poderoso gigante com uma pedra”. Ambos tinham segurança do que faziam; ambos avançavam pela fé; ambos eram valentes e decididos; e ambos não se acovardaram diante do inimigo.

Porém, nem tudo foi fácil para esses amigos: os ciúmes do rei Saul, pai de Jônatas, ameaçavam a vida de Davi. Em uma primeira tentativa de não pôr suas mãos sobre Davi, tentando que ele fosse morto por mãos inimigas, Saul passou a enviar cada vez mais Davi em missões realmente impossíveis, mas em todas ele se saiu vencedor. “Viu Saul e reconheceu que o SENHOR era com Davi; e […] temeu ainda mais a Davi e continuamente foi seu inimigo” (1Sm 18:28, 29). Diante de todo o êxito pessoal, profissional, político, social e militar de Davi, Jônatas o amava muito mais, “a alma de Jônatas se ligou com a de Davi”.

2. Há aqui um segundo princípio do que realmente é um amigo de esperança. “O verdadeiro amigo nunca sente ciúmes ou inveja do progresso de seu companheiro, pelo contrário, sente-se feliz e realizado com o êxito do amigo”.

A história de Jônatas e Davi nos diz que, em várias as ocasiões quando Davi fugia de Saul, Jônatas foi visitá-lo e dar-lhe ânimo, motivando-o e lembrando-o de que ele seria o próximo rei de Israel. “Então, se levantou Jônatas, filho de Saul, e foi para Davi, a Horesa, e lhe fortaleceu a confiança em Deus, e lhe disse: Não temas, porque a mão de Saul, meu pai, não te achará; porém tu reinarás sobre Israel, e eu serei contigo o segundo, o que também Saul, meu pai, bem sabe. E ambos fizeram aliança perante o SENHOR. Davi ficou em Horesa, e Jônatas voltou para sua casa” (1Sm 23:16-18).
Outra vez em que é mencionado o nome de Jônatas ocorre para falar de sua morte: “Os filisteus apertaram com Saul e seus filhos e mataram Jônatas, Abinadabe e Malquisua, filhos de Saul” (1Sm 31:2). Ainda, sua morte é mencionada como a primeira de toda casa real. Que história tão trágica para alguém que amou tanto e se dou em favor dos demais!

3. Esta é a terceira característica do que significa ser amigo verdadeiro: Amigo da esperança é alguém que o apóia e compartilha sua dor nos momentos mais sombrios e angustiantes de sua vida.

A história de Jônatas pode ser equiparada à de João Batista, de quem Jesus disse: “E eu vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João” (Lc 7:28). A ambos se lhes apresentava um futuro destacado; os dois foram queridos e respeitados por seu povo; ambos foram fiéis e vigorosos, mas ambos terminaram a vida em morte cruel que arrebatou seus sonhos e projetos. A vil espada da guerra e a diversão ceifaram a vida desses dois jovens, cujo futuro era realmente promissor. Porém, em meio a todo esse quadro desolador humano, a imagem de Jônatas se ergue com mais força do que nunca para anunciar que os caminhos de Deus são justos e que a esperança é o que faz renascer os desejos e anelos do coração, quandoesses são traçados de acordo com a vontade de Deus.

CONCLUSÃO
Fico emocionado com o versículo 4 de 1 Samuel 18: “Despojou-se Jônatas da capa que vestia e a deu a Davi, como também a armadura, inclusive a espada, o arco e o cinto”. O amor de Jônatas por Davi foi muito grande, como o de João Batista que disse: “Convém que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3:30). Essa é a verdadeira esperança, a que permite amar antes de ser amado. A que se coloca no lugar do outro, para ser fonte de felicidade e de bênção. Jônatas tirou suas vestes e armas e as deu a Davi. Também Davi, quando foi lutar contra o gigante, tirou a armadura com que foi vestido. Então, ambos se despojaram de algo muito importante que, a princípio, significa proteção, dignidade e renome. Ao ver isso me vem à mente o que Cristo fez por cada um de nós. Despojou-Se de todas Suas prerrogativas divinas (Filipenses 2:5-9), deixou os privilégios do Céu, veio em nossa condição humana e tomou o nosso lugar.
Ele nos amou e nos trouxe esperança e salvação.
Você deseja aceitar essa salvação que Ele lhe oferece hoje? Você gostaria de experimentar em sua vida o que significa a verdadeira amizade? Gostaria de ser um amigo da esperança?
Se esse for o seu desejo, levante-se e venha ao Senhor. Amém!

Por Pr. Reuel Gómez – Diretor do Ministério Jovem da Missão Norte do Chile

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