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Semana de Oração Jovem – Amigos da Esperança – AMIGOS COM UMA ESSÊNCIA EM COMUM

Josué e Calebe – Gênesis 50:24

INTRODUÇÃO:
A Palavra de Deus diz: “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” (Am 3:3). Sabemos que o fundamento da amizade sólida e duradoura está no cultivo de princípios derivados do amor como a lealdade, bondade e a compreensão, entre outros. Ainda, é fundamental compartilhar aspectos em comum que façam parte da essência da pessoa. Tais aspectos em comum podem ser a cosmovisão, os princípios, os ideais, os interesses e também os gostos.
A amizade entre Josué e Calebe é um exemplo de dois personagens que compartilharam aspectos muito especiais de suas respectivas essências.

DOIS AMIGOS TENDO EM COMUM A BOA MEMÓRIA
Embora pertencentes a famílias e tribos diferentes, Josué era filho de Nun e Calebe, de Jefoné, eles foram criados e ensinados nos princípios, leis, tradições e promessas do Deus criador do céu e da terra.
Ambos conheciam, pelos relatos de seus pais e avós, as lindas histórias dos patriarcas e das circunstâncias pelas quais chegaram ao Egito.
Ambos sofreram, a cada dia, os rigores do sol do deserto e o chicote opressor dos governantes do Egito. Porém, conheciam também e anelavam pelo cumpri-mento da promessa feita por Deus a respeito de uma terra prometida, uma terra de liberdade, que manava leite e mel.
Ambos, envolvidos na rotina diária do barro, da palha e dos tijolos, pensavam nas antigas palavras do patriarca José, ditas a seus irmãos no leito de morte. “Eu morro, porém Deus certamente vos visitará e vos fará subir desta terra para a terra que jurou dar a Abraão, a Isaque e a Jacó” (Gn 50:24).
Chegado o tempo, os tão sonhados anelos se cumpriram e a longa espera estava no fim. Deus visitou Seu povo e os tirou com mão poderosa do Egito. Com profunda alegria, reverencia e prontidão, o povo de Israel saiu, como um só homem, rumo à terra prometida.
Transcorreram os dias e, enquanto muitos se concentravam no leite e no mel de Canaã,tornando-se impacientes pela dureza do caminho, Josué e Calebe guardavam todos os prodígios de Deus em seu coração. Não deixavam de se maravilhar com o ocorrido no Egito e não paravam de se assombrar pela abertura do mar Vermelho; pela coluna de nuvem e de fogo e por todos os detalhes que manifestavam o amoroso cuidado de Deus por Seu povo.
Quanto mais pensavam e conversavam sobre os feitos de Deus, maior certeza, segurança e confiança em Deus inundava seus corações e, embora transcorres-sem muito anos, para eles a posse da terra prometida era um fato irrefutável.

DOIS AMIGOS COM UMA VISÃO CLARA E PERSPICAZ
Quando chegaram à fronteira com Canaã, Moisés enviou doze espias para reconhecerem a terra, dizendo-lhes: “Enviou-os, pois, Moisés a espiar a terra de Canaã; e disse-lhes: Subi ao Neguebe e penetrai nas montanhas. Vede a terra, que tal é, e o povo que nela habita, se é forte ou fraco, se poucos ou muitos. E qual é a terra em que habita, se boa ou má; e que tais são as cidades em que habita, se em arraiais, se em fortalezas. Também qual é a terra, se fértil ou estéril, se nela há matas ou não. Tende ânimo e trazei do fruto da terra” (Nm 13:17-20).
Josué e Calebe, juntamente com os outros dez espias subiram, percorreram e reconheceram a terra, voltando depois de 40 dais. Os dois amigos ficaram cheios de emoção, otimismo e ansiedade para possuí-la. Tinham plena certeza e segurança que Deus lhes daria aquela terra.
Ao voltarem para casa, tinham uma visão clara e perspicaz da fartura e abundância da terra, porém, sua mais clara e aguda visão era a de um Deus que absolutamente não lhes falharia.
Um Deus tão forte que não falhara no Egito, nem no deserto e que não falharia agora.

DOIS AMIGOS LEAIS ÀS SUAS CONVICÇÕES
Chegou o momento de entregar o relatório e toda a congregação de Israel se reuniu para ouví-lo. As primeiras palavras foram para reconhecer que de fato Canaã era uma terra que manava leite e mel. Contaram da exuberante abundância de alimento e da inigualável fertilidade da terra, acrescentando como prova um cacho de uvas preso a uma vara carregada por dois homens.
Porém, ao iniciarem a segunda parte do relatório, abaixaram a cabeça e, com muita desesperança e pessimismo, começaram a dizer que as cidades tinham muros muito altos, que era muito fortificada e impenetrável. Ainda, que entre os habitantes daquelas terras havia muitos gigantes. Depois de um pequeno silêncio, chegaram à conclusão de que seria impossível a conquista da terra, acrescentando: “Porém os homens que com ele tinham subido disseram: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós.
E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vi mos nela são homens de grande estatura. Também vimos ali gigantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos” (Nm 13:31-33).
Ao ouvir o relatório, toda a congregação desanimou, elevaram a voz e choraram desalentadamente. Muitos começaram a gritar seus sentimentos de raiva e ira. Não tardaram em começar a murmurar contra Moisés e contra Deus dizendo: “Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto!” (Nm 14:2). Outros decididamente se amotinaram com o propósito de encontrar um novo líder e voltarem para o Egito.
Ao ouvir o relatório de seus colegas e ver a reação do povo, Josué e Calebe rasgaram suas vestes. Diante do furor do povo e da pressão do momento, fiéis às suas convicções e com a certeza e a clareza de que Deus podia fazer com que o povo entrasse com muita facilidade em Canaã, correndo risco sua própria vida de serem apedrejados pela congregação, eles falaram:
“A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa. Se o SENHOR se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. Tão somente não sejais rebeldes contra o SENHOR e não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão, os podemos devorar; retirou-se deles o seu amparo; o SENHOR é conosco; não os temais”
(Nm 14:7-9).
O discurso dos dois amigos foi o mesmo, e isso não devido à lealdade que tinham entre si, mas porque sempre aprenderam a conhecer a Deus como Amigo pessoal e que não falhava no cumprimento de Suas promessas. Para esses dois amigos, a posse da terra era simples e literalmente certa. Deus uma vez mais entregaria os inimigos em suas mãos.

DOIS AMIGOS COM UM MESMO ESPÍRITO E UM MESMO DESTINO
Ao ver Deus a incredulidade e rebeldia de Seu povo, Sua ira se acendeu. Como seria possível que depois de tantas demonstrações de amor, poder, direção e ternos cuidados, Israel se esquecesse tão facilmente, não crendo que assim como os havia tirado do Egito, poderia também introduzí-los na Terra Prometida?
Assim sendo, Deus os sentenciou: “nenhum dos homens que, tendo visto a minha glória e os prodígios que fiz no Egito e no deserto, todavia, me puseram à prova já dez vezes e não obedeceram à minha voz, nenhum deles verá a terra que, com juramento, prometi a seus pais, […] Porém o meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguirme, eu o farei entrar a terra que espiou, e a sua descendência a possuirá” (Nm 14:22-24).
Sem dúvida, a incredulidade faz com que percamos os presentes de Deus e todo o Israel foi condenado a morrer no deserto. Quarenta anos vagaram de um lugar a outro, sem poder desfrutar da terra prometida.
Embora o texto somente mencione Calebe, é claro que se está referindo à atitude dos dois amigos, Josué e Calebe, pois ambos demonstraram possuir o mesmo espírito, ambos conheciam pessoalmente a Deus, compartilhavam do assombro diante dos maravilhosos e portentosos atos de Deus. Os dois amigos tinham visão clara das promessas divinas e por isso tiveram direito de entrar na terra prometida, não apenas lhes dando a bênção, mas também a posse de uma grande herança, vida saudável, vigor para seguir conquistando novos desafios e longos anos de prosperidade.
Se isso fosse pouco, Josué e Calebe estão registrados como os grandes homens de honra de Israel. Essa amizade foi prolongada sem fim na terra prometida. Foi esse o destino deles.

CONCLUSÃO:
Deus nos pede para buscarmos amizades significativas, cuja base não apenas seja o amor e a aceitação, mas também uma experiência comum quanto aos princípios, a fé e a esperança.
O princípio do fracasso é esquecer todas as maravilhas que Deus fez no passado e que segue fazendo no presente por nós.
Nunca percamos a capacidade de assombro diante das grandes e das pequenas coisas que Deus opera em nosso favor. Falemos delas, testemunhemos delas e reafirmemos nossa fé nelas.
Deus nos insta a termos uma visão clara de Seu caráter e de Seus propósitos para nossa vida a fim de sairmos com fé para conquistá-los.
A lealdade e as nossas crenças e convicções são parte fundamental de um Deus fiel.
Portanto, não devemos nos deixar ser absorvidos pela maioria, ainda que isso signifique impopularidade, desprezo ou qualquer tipo de preconceito, até mesmo a nossa integridade física.
Deus é justo e premia abundantemente os que são fiéis ao Seu chamado.
Deus espera, hoje, que os jovens adventistas tenham um espírito diferente e se levantem para conquistar este mundo para Ele.
Nosso destino é a Canaã celestial. Avancemos, pois, com alegria e fé, cumprindo os requerimentos do supremo chamado que Deus nos fez.

Por Pr. Juan Fernández – Diretor do Ministério Jovem da Missão Sul Austral do Chile

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