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Semana de Oração Jovem – Amigos da Esperança – AMIGOS NO SERVIÇO

Elias e Eliseu – 2 REIS 2:1-8

Ideia central: A amizade deve servir para nos edificar mutuamente em nosso desenvolvimento espiritual. Elias compartilhou sua experiência com Deus.

INTRODUÇÃO
Se estudarmos a vida do profeta Elias, tal como se encontra na Bíblia, iremos encontrar um personagem bem solitário. Seus primeiros conflitos com Acabe, no palácio e depois com os profetas pagãos no monte Carmelo, parece que os enfrentou sozinho, sem nenhum tipo de companhia ou ajuda humana.
Talvez, esse seja o motivo porque, ao ver sua vida em perigo pelas ameaças de Jezabel (1Re 19:1-3), Elias cai presa do medo e do desalento, decidindo fugir em busca de refúgio. Estando escondido, Deus saiu para reconfortá-lo.
Elias cria que estava só (v. 14), mas Deus lhe demonstra o contrário, pois tinha instrumentos para cumprir Seus propósitos. Entre eles se encontrava Eliseu, a quem Deus havia escolhido para que acompanhasse Elias nos últimos momentos de seu ministério.

CONHECENDO ELIAS E ELISEU
A primeira pergunta é: Quem foram Elias e Eliseu?
A Bíblia não apresenta muitos antecedentes de Elias. Apenas diz que era “de Tisbé, na região de Gileade” (1Re 17:1). Mas a informação que a Escritura destaca a respeito de sua pessoa é que foi intrépido em seu ministério. Irrompe na corte do rei Acabe; sobrevive no riacho de Querite; ressuscita o filho da viúva de Sarepta; faz descer fogo do céu e ora para que caia chuva. Um homem solitário, mas com uma maravilhosa demonstração do poder de Deus.
Quanto a Eliseu, temos alguns antecedentes. Elias encontrou Eliseu arando com doze juntas de bois, o que indica que pertencia a uma família de boa situação econômica. Ele e sua família faziam parte dos que permaneceram fiéis a Deus em meio à apostasia generalizada (ver Profetas e Reis, p. 217).
Pense nisto: dois personagens de origens diferentes. O primeiro quase um desconhecido e o outro de uma família abastada são chamados para servirem juntos. Em Deus não há barreiras nem muros de separação. Ele pode unir vidas tão diferentes como essas em um objetivo comum, para Sua honra e glória.
A esta altura alguém pode se estar perguntando se Elias e Eliseu foram realmente amigos.
Que tipo de relação havia entre eles? A Bíblia diz que Eliseu servia a Elias (v. 21), indicando um relacionamento de respeito e submissão. Isso nos mostra, em primeiro lugar, que a despeito de Eliseu vir de uma boa condição econômica, não teve inconveniente em ocupar posição subordinada a Elias, preparando-se para seu ministério. Essa lição de humildade nos lembra que “Aquele que sente não ser de qualquer conseqüência a maneira como realiza suas pequenas tarefas, prova-se incapaz para uma posição mais honrosa” (PR, p. 218).
Não obstante, Eliseu chama Elias de “Meu pai, meu pai!” (2Re 2:11), que demonstra uma relação afetuosa e próxima. A despeito da posição submissa de Eliseu, não há dúvida de que Elias também o apreciava por sua boa disposição e humildade em um relacionamento que poderia ser qualificado como de amizade. Tinham um propósito em comum, compartilhavam suas atividades e mutuamente se apoiavam. Sem qualquer dúvida, tornaram-se bons amigos.

DEUS ESCOLHEU UM AMIGO PARA ELIAS
Em 1 Reis 19:19-21, encontramos o relato do encontro entre Elias e Eliseu. Podemos aprender algumas lições dessa experiência (ler).
Começaremos fazendo a pergunta: Por que Elias procurou Eliseu? A resposta é claramente indicada nos versos anteriores (15, 16), onde Deus diz a Elias que deve ir em busca de Eliseu. Foi Deus que escolheu Eliseu, não Elias. Elias simplesmente cumpriu o que Deus havia indicado. Não foi procurar alguém que fosse melhor, conforme seu parecer. Elias sabia que Deus sempre escolhe bem e confiava plenamente em Seus critérios.
Querido jovem, você deseja permitir que Deus escolha seus amigos? Deus deseja guiar sua vida em cada aspecto, e com maior razão em algo tão importante como suas amizades.
Seus amigos podem afetar-lhe muito a vida, visto ser aqueles com quem você compartilha seu tempo e experiência a cada dia, e Deus quer fazer parte desses momentos também.
Outro elemento que se destaca é a forma como Eliseu recebe o convite. Ser coberto com o manto de Elias era o sinal que indicava que havia sido escolhido para suceder o profeta. Em sua família, Eliseu ouvira a respeito da obra que Elias realizava. Ouviu como havia desafiado o rei, como teve de se esconder, como foi perseguido. Estava ciente dos sofrimentos pelos quais ele passara. Mas isso não o desanimou. Estava disposto a acompanhar o profeta em sua missão. Depois de se despedir de sua família, Eliseu saiu com Elias para serví-lo e acompanhálo em seu ministério.

SERVINDO JUNTOS
Não sabemos quanto tempo eles permaneceram juntos, mas, sem dúvida, compartilharam momentos de serviço e da visão do ministério. Eliseu devia aproveitar cada instante para aprender de seu mestre a respeito de sua experiência com Deus. Queria reproduzir em sua vida o relacionamento de Elias com Deus. A vida de Eliseu foi impactada pela de Elias. Ele queria viver a mesma realidade. Havia decidido consagrar sua vida ao ministério e estava plenamente comprometido a cumprí-lo da melhor forma possível.
Uma amizade verdadeira requer compromisso, entrega, preocupação e tempo, até mesmo recursos financeiros. Significa que, em certas ocasiões, você deverá esquecer de si mesmo em favor de seu amigo necessitado.
A verdadeira amizade envolve influência. Qual foi a influência exercida como resultado da amizade? Leiamos 2 Reis 2:1-9.
Quando chegou a hora de se separarem, Elias pediu a Eliseu para não acompanhá-lo.
Três vezes insistiu, mas seu discípulo se negou. Ele queria estar até o último instante com o mestre. Havia se tornado seu seguidor incondicional e, sabendo o que estava para acontecer, se negava a separar-se dele.
Uma vez chegado o momento, Elias quis lhe agradecer pela amizade constante e fiel.
Disse-lhe que pedisse o que quisesse e lhe seria concedido. A Bíblia diz que Eliseu pediu porção dobrada do Espírito Santo. O fato de pedir o Espírito Santo em vez de bens materiais ou outra questão de interesse pessoal, fala do caráter nobre e desprendido de Eliseu.
Porém, alguém poderia perguntar: Por que uma porção dobrada? Não seria suficiente ter a mesma porção de Elias? Isso poderia até mesmo parecer certa competitividade: quero porção dobrada para ser superior a você. Obviamente, não foi essa a motivação de Eliseu.
De acordo com a maioria dos comentaristas da Bíblia, pedir porção dobrada pode estar relacionado com o antigo costume da primogenitura, onde o filho mais velho recebia uma quantidade dobrada em relação à porção dos irmãos (ver Deuteronômio 21:27).
Eliseu queria se assegurar que teria a bênção de Deus ao ser autêntico sucessor de Elias.
De tal forma havia sido impactado pelo amigo que desejava ter a certeza da presença de Deus em sua vida, capacitando-o a viver a mesma experiência que viu nele.
Você crê que poderia exercer impacto na vida de alguém, a tal ponto dessa pessoa querer imitá-lo? Elias fez isso, porque tinha bem clara sua missão e vocação de serviço a Deus. Se
você mantiver o olhar fixo em Deus, e se abrir sua mão para compartilhar essa experiência com outros, estará exercendo impacto na vida deles de forma considerável. Ser amigo é servir para influenciar e transformar essas vidas. Elias e Eliseu compreenderam isso, e espero que você também.

CONCLUSÃO
Ao revisar a amizade entre Elias e Eliseu, deparamo-nos com duas características especiais que fizeram a diferença.
A primeira é a unidade de propósito e de ação. Compartilharam objetivos e metas em comum. Eliseu aceitou o desafio de continuar o legado e ministério de Elias. Identificouse com o mesmo Deus e com a mesma missão. Deus foi o ponto de união e foram abençoados por Ele.
Em segundo lugar, a vocação para o serviço. Eliseu esteve disposto a servir Elias, e juntos serviram ao povo. A amizade baseada no serviço é uma poderosa influência.
Hoje, jovem adventista, convido-o a se unir a seu amigo com base nessas duas características, as quais, sem dúvida, exercerão impacto em sua vida, em seu relacionamento com Deus e com seus semelhantes.
Que Deus o abençoe.

Por Sergio Celis Cuellar – Faculdade de Teologia da Universidade Adventista do Chile

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