Deixe um comentário

Apoio ao estudo da lição – Justificação pela fé, santificação e insensatez.

O comentário abaixo (Publicado originalmente em Comentário Jovem) ajuda a entender a questão da Justificação pela fé e o processo de santificação. Façam bom uso e que Deus nos abençõe.

Gálatas 3:1-5

“Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi evidenciado, crucificado, entre vós? Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. Aquele, pois, que vos dá o Espírito, e que opera maravilhas entre vós, fá-lo pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?”

O dicionário Michaelis define o adjetivo Insensato: (in.sen.sa.to) adj (lat insensatu) 1 Que não é sensato, falto de senso. 2 Contrário ao bom senso e à razão.

A escritora norte americana Ellen G. White comentando essa ocorrência relata:

“O apóstolo exortava os gálatas a deixar os falsos guias por quem haviam sido desviados, e a voltar à fé que havia sido acompanhada por inquestionáveis evidências de aprovação divina. Os homens que os haviam procurado desviar de sua fé no evangelho eram hipócritas, de coração não santificado e vida corrupta. Sua religião era feita de um acervo de cerimônias, por cujas práticas esperavam ganhar o favor de Deus. Não tinham interesse num evangelho que requeria obediência à palavra: “Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” João 3:3. Sentiam que uma religião baseada em tal doutrina requeria demasiado sacrifício, e assim se apegavam a seus erros, enganando-se a si e aos outros.

Suprir formas externas de religião em lugar de santidade de coração e de vida, é ainda tão agradável à natureza não renovada como o foi nos dias desses ensinadores judeus. Hoje, como então, existem falsos guias espirituais, para cujas doutrinas muitos atentam avidamente. É estudado esforço de Satanás desviar as mentes da esperança da salvação pela fé em Cristo e obediência à lei de Deus. Em cada século o arquiinimigo adapta suas tentações aos preconceitos ou inclinações daqueles a quem está procurando enganar. Nos tempos apostólicos levou os judeus a exaltar a lei cerimonial e rejeitar a Cristo; no presente ele induz muitos cristãos professos, sob a pretensão de honrarem a Cristo, a pôr em controvérsia a lei moral, e a ensinar que seus preceitos podem ser transgredidos impunemente. É dever de cada servo de Deus opor-se firme e decididamente a esses pervertedores da fé, e expor destemidamente seus erros pela Palavra da verdade”. – Livro Atos dos Apóstolos, pág. 386

Quantas vezes você pensou: “Estou me saindo muito bem”?, “Sou um cristão bastante sólido, não faço isso, não faço aquilo…”? E então, mesmo de maneira sutil, você está pensando que é de algum modo suficientemente bom para ser salvo? O que há de errado com essa situação?

“A mensagem do apostolo havia se concentrado não em algo que os Gálatas tiveram que fazer para ganhar o favor de Deus, mas no simples fato de aceitar pela fé o que Cristo já havia feito por eles no Calvário.

Nenhum aspecto real da experiência cristã dos gálatas se baseava em alguma coisa que tiveram que fazer para ganhar a salvação. A salvação dos gálatas era completamente uma iniciativa divina.

Paulo havia chegado a Galícia e pregado o evangelho do Messias crucificado e ressurreto. Os gálatas haviam aceitado a mensagem do apóstolo, haviam posto sua confiança em Cristo e haviam recebido o prometido Espírito de Deus. Tudo isto era dom recebido gratuitamente de Deus. Não haviam feito nada para merecer, para conquistar, isso é graça, divina graça!

Tão pouco o apostolo Paulo havia requerido que eles primeiramente se circuncidassem, nem que observassem toda a lei de Deus!

Eles haviam se achegado a Cristo como estavam, como eram, nus e crus pecadores, e o Senhor os aceitou, não porque eles mereciam, mas pelo Seu grande amor por eles – Efésios 2:4.

Assim, do principio ao fim, tudo o que haviam experimentado como cristão era um dom de Deus. O que podia fazê-los pensar agora que tinham que depender de suas próprias obras ou condutas, para prosseguir na carreira cristã? O fato é que o ser humano adora mostrar a medalha, o troféu e dizer a todos: eu consegui, eu conquistei. Quando recebe algo tão precioso sem a participação do esforço humano, fica meio sem jeito, então, o enganador tem espalhado uma porção de obras vãs, iludindo os incautos, dizendo ser esse o caminho para o “clímax”, para a remissão dos pecados, onde muitos caem.

Parece que parte do problema tinha por raiz que os gálatas não haviam conseguido manter distinção entre o que é justificação e, o processo da santificação. Como já estudamos, a justificação se refere ao ato mediante o qual Deus pronuncia legalmente que um pecador é justo e reto diante de sua vista, pelo que o Senhor Jesus Cristo já fez por aquele pecador.

A justificação é nossa credencial ao céu. Sem duvida, a santificação se refere ao poder habilitador do Espírito de Deus, que começa a atuar em nós no mesmo momento em que somos justificados. Assim, a santificação não é o meio pelo qual nós ganhamos o direito de entrar no céu, senão é a forma pela qual Deus nos capacita para viver no céu.

A santificação é o processo mediante o qual Deus faz real, nossa experiência através daquilo, que já é verdadeiro em nos pela fé em Cristo. Ainda que ambos os aspectos da salvação devam estar presentes na vida do crente, produzirão reflexos na correta seqüência e, jamais deve confundir-se uma com a outra.

A vida cristã começa com a justificação pela fé – crer que Deus nos aceita não porque sejamos dignos, senão porque Cristo, nosso substituto, é digno.

“Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos”. 1 João 4:9

O que Jesus fez por nós em sua vida, sua morte e sua ressurreição é a única base da nossa salvação. Tendo aceitado o dom divino da salvação pela fé, o espírito Santo começa a obra, capacitando-nos, caso desejemos, sermos cada vez mais semelhantes a Jesus. Pense no que escreveu o apóstolo Paulo, há quase dois mil anos aos gálatas, pois contem uma verdade fundamental sobre a vida cristã que faremos bem em nunca esquecer.

Com a independência da forma pela qual o Espírito de Deus pode transformar nossa vida, sem importar-se como poderemos desenvolver conhecimento ou capacidade espiritual, a base de nossa aceitação diante de Cristo não muda nunca – é a fé no que Deus fez por nos através de Cristo Jesus”. – Carl P Cosaert, Gálatas, pág. 53-55

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” – João 3:16

Por Genário Julio Santos

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: